Seminário Integrador IV - Alvorada

 

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Page history last edited by Beatriz Magdalena 1 yr ago

Prezados cursistas

 

 
Nos semestres passados, no Seminário Integrador, vocês aprimoraram seus olhares sobre os caminhos que percorreram, sobre suas escolas,  salas de aula e  alunos. Além disso, desenvolveram a capacidade de argumentar e de apresentar evidências à medida que registraram suas ações e aprendizagens no blog, cujo conjunto passou a identificar o Portfólio de Aprendizagem de cada um. Esse portfólio, ao final do semestre III, foi revisado criteriosamente, para servir como base para a produção da avaliação final e da apresentação do quanto houve de crescimento em seus aspectos como pessoa, aluna e profissional
 
Esta volta sobre o próprio percurso deve ter  mostrado ações exitosas, progressos nas formas de compreender a educação e as atividades propostas aos alunos, mas  deve, também, ter levado à reflexões sobre o que gostariam ou teriam necessidade de aprender, aprofundar e melhorar. Aproveitar essas indicações, é uma boa forma de iniciar um trabalho individual e original,  além do que é proposto no curso. Nessa perspectiva, neste semestre, vamos nos debruçar sobre os desejos,  anseios e necessidades de cada um de vocês, como aprendizes. Para isso, estamos lançando uma nova atividade: Plano  Individual de Estudos.

 

Parece complicado?  Então, vamos  pensar juntos.

 

Por que chegamos a essa proposta?

 

Quando pensamos em educação, geralmente, pensamos também em nosso papel de professor/educador que busca estruturar as atividades para que a aprendizagem ocorra, que tem em mente os objetivos educacionais, que escolhe os recursos a serem usados  e o momento adequado para usá-los, que pensa em meios para atingir os objetivos esperados e na melhor forma de avaliar as aprendizagens.

 

E os alunos? Teriam algo a acrescentar, além de seguirem nossas propostas? Têm  necessidades, anseios, curiosidades, objetivos que não contemplamos em nossos planejamentos? Provavelmente, sim e, o que é mais importante, são originais, posto que se geram em  vivências e construções mentais pessoais. 

 

Por acreditar nisso é que chegamos aos planos individuais de estudos, que contemplam os interesses de cada um de vocês, independente do que será estudado no Eixo IV. 

 

De onde podemos partir?

 

A tomada de consciência de uma necessidade é a ponte que pode nos levar do ponto em que estamos para o ponto em que queremos chegar, no que diz respeito a determinadas competências. A leitura freqüente, bem com a análise do portfólio, com certeza,  ajudou vocês a tomarem consciência acerca das suas necessidades  de aprendizagem.

Assim, se fizeram isso,  já trilharam parte do processo. Caso isso não tenha acontecido, voltem ao  portfólio e busquem identificar esses elementos. Com eles, cada um de vocês poderá, enquanto profissional da educação, planejar o seu plano de desenvolvimento de competências.

 

  E o que são competências?

 

Aqui cabe uma parada para conceituarmos, de maneira resumida, o que é uma competência. Podemos entender que uma competência pode ser pensada como a capacidade de realizar algo com algum nível da proficiência e, geralmente, é composta de uma combinação de conhecimentos, compreensões,  habilidades,  atitudes e  valores.

 

Exemplificando: "ir de bicicleta de casa para o trabalho, para melhorar o condicionamento físico" é uma competência que envolve algum conhecimento acerca de como se usa e funciona uma bicicleta; sobre o trajeto a ser percorrido; sobre as leis do trânsito; a compreensão de alguns dos perigos inerentes ao andar de bicicleta; a habilidade de montar, pedalar, dirigir e parar a bicicleta, nos momentos adequados; uma atitude ou um desejo de andar de bicicleta; e a avaliação dos resultados deste exercício no condicionamento físico. Caso nosso objetivo fosse competir em um bicicross, necessitaríamos desenvolver competências em outros níveis, que requerem habilidades e conhecimentos maiores

 

Produzir um modelo de competências, mesmo que inicial e subjetivo, é útil pois nos dá uma direção e, uma vez feito isso, temos como avaliar a distância que existe entre o ponto em que estamos agora e onde o modelo, que nós construimos ou aceitamos, nos diz que devemos chegar. 

 

Onde  pedir ajuda? 

 

Vocês podem  fazer isto sozinhos ou com a ajuda de pessoas que têm observado seu desempenho. Neste processo, existe a  possibilidade de tomarem consciência de que  já desenvolveram algumas competências em um nível excelente e isso vai possibilitar  que se concentrem no que ainda não dominam ou sabem com a profundidade que gostariam.

 

Como fazer?

 

Para facilitar o desenvolvimento do Plano  Individual de Estudos, oferecemos algumas orientações para o  seu conteúdo, como as que seguem.
 
1.  Para iniciar é importante propor-se objetivos de aprendizagem. Certifique-se de que seus objetivos descrevem o que pretende atingir/aprender/melhorar, não o que você fará.
 
 
2.  Propor objetivos para si requer que você pense sobre como pretende alcançar esses objetivos. Identifique os recursos (material e/ou humano) que  planeja  usar  e que estratégias (técnicas, ferramentas)  pretende empregar.
  
 
3.  Para que um objetivo, de fato, aconteça  é necessário antever quando você pensa dar conta desse objetivo. Pense em prazos realísticos, mas não se angustie. Os prazos são previsões e podem ser negociados no meio do caminho.
 
 
4. Lembram das evidências? Chegou o momento de pensar na(s) evidência(s) da realização. Que evidências são necessárias apresentar para que os colegas e os professores vejam as suas conquistas?
 
 
5. Depois de terminado  o primeiro esboço de seu Plano  Individual de Estudos, poderá ser  útil revê-lo com os colegas, tutores, professores para receber sugestões.
 
Abaixo, estão alguns questionamentos que podem ajudar a  pensar o plano:

 

    • Os objetivos de aprendizagem estão claros e  realísticos? Descrevem o que me proponho a aprender? Existem outros objetivos que podem ser considerados?
       
    • As estratégias e os recursos de aprendizagem parecem razoáveis, apropriados e eficientes? É possível pensar em outros recursos e estratégias?
       
    • A(s) evidência(s) parece(m) relevante(s) aos vários objetivos e são convincentes? Podem sugerir  outras evidências? Os critérios e os meios para validar a(s) evidência(s) são claros, relevantes e convincentes? Existem outras maneiras de validar a(s) evidência(s) proposta(s)? 

 

6.    Finalize o Plano  Individual de Estudos, mas tenha em mente que na medida em que você trabalha para atingir seus objetivos  poderá refinar as  noções sobre o que  quer aprender e como quer aprender.
 
Aqui colocamos um exemplo simplificado de um Plano Individual de Estudos. Podem utilizar como modelo.
 
Onde publico? Quais são os prazos?
 
A publicação do Plano Individual de Estudos deve ser feita no wiki de cada um, em página própria, devidamente linkada no menu. 
 
  • A primeira versão deverá estar publicada até o dia 20/04, para que possam ser feitos comentários, sugestões e solicitações de ajustes, elementos que caracterizam uma construção cooperativa.
  • O prazo máximo será o de 30/04 e o benefício dessa construção conjunta diminui.
 
Caso tenham dúvidas, podemos discutir na lista.
Bom trabalho a todos!
Bea e Iris
 

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